Novo livro por Pedro Belleza (fundador UXConf BR, +25 anos em UX)

O Jogo Corporativo do UX

100 lições que todo o UX designer precisa aprender para crescer.

Lançamento em Julho de 2026

Capa 3D do livro O Jogo Corporativo do UX, de Pedro Belleza
Imagem ilustrativa gerada por IA.
A capa final pode ter pequenas diferenças.

Book Trailer

O livro

O livro

Você é um bom designer. Estudou, domina as ferramentas. Mesmo assim vê gente mediana sendo promovida na sua frente, enquanto a sua promoção nunca chega.

Não é falta de talento. É que ninguém te contou do segundo jogo que rola por baixo: política, ego, disputa de poder. As regras existem, mas não estão escritas, e quase todo mundo aprende na porrada.

Este livro põe essas regras no papel. São 100 lições vindas de mais de duas décadas vivendo o jogo corporativo do UX. Cada lição parte de uma cena familiar, mostra o que está por baixo e termina no que dá pra fazer.

Você vai entender por que resultado conta mais que esforço, por que quem decide a sua carreira é o chefe do seu chefe, por que afinidade ganha de competência. E o que fazer com isso sem vender a alma.

Peça de xadrez: a dama
Para quem é

Este livro é pra você se…

  • 1 Você é UX designer pleno ou sênior e sente que talento, sozinho, parou de te levar adiante.
  • 2 Você lidera ou gerencia design e passa o dia navegando política, ego e pressão.
  • 3 Você vê gente mediana sendo promovida na sua frente e não entende por quê.
  • 4 Você está cansado de viver estressado com o ambiente e quer enxergar as regras do jogo.

As 100 lições

Toque num capítulo para abrir as 10 lições.

  1. 1Design é só uma parte do trabalho. A maior parte é política
  2. 2Nem todo produto que dá lucro tem UX bom
  3. 3Em tecnologia, produto é decidido por executivo, não por usuário
  4. 4Em tecnologia, designer joga em desvantagem estrutural
  5. 5Lógica perde para ego. Sempre
  6. 6Em corporações, alinhamento vence inovação
  7. 7Frente à tríade, você vai perder muitas vezes
  8. 8Não existe pergunta inocente vinda de C-level
  9. 9Esforço não conta. Resultado conta
  10. 10Puxar o saco queima. Ficar invisível também
  1. 11A persona mais importante do projeto é o seu chefe
  2. 12Stakeholder não muda de ideia. Ele "amadurece a reflexão"
  3. 13Seu chefe quer proatividade, mas dentro de um limite que ele não te contou
  4. 14Seu chefe parece te defender, mas defende a reputação dele
  5. 15Nunca pareça mais inteligente que seu chefe
  6. 16Quem decide a sua carreira é o chefe do seu chefe
  7. 17Seu chefe vê seu post de viagem e calcula. Vê seus stories de festa e julga
  8. 18Gerenciar para cima consome mais energia do que gerenciar para baixo
  9. 19Nem toda crítica ao seu trabalho é sobre o trabalho
  10. 20Depois de certo tempo, ser executor confiável é sinal de problema
  1. 21Framework não substitui decisão. Apenas disfarça quem decidiu
  2. 22Quando aparece metodologia nova, geralmente vem reorganização atrás
  3. 23Não existe design objetivamente bom. Existe design que a pessoa certa aprovou
  4. 24Jobs to be Done virou jargão para defender a feature que já estava no roadmap
  5. 25A persona serve mais ao time do que ao usuário
  6. 26OKR de design importa. Mas não mede o trabalho por inteiro
  7. 27Design Thinking virou mais ritual do que prática real
  8. 28Double Diamond na teoria. Aplicado é outra história
  9. 29A empresa quer pensamento crítico, mas só do tipo que concorda
  10. 30Como você fala e como você se veste também é política
  1. 31Ficar muito tempo em uma empresa não garante crescimento
  2. 32Sucesso profissional não cura problema pessoal
  3. 33Você não promove quem entrega. Promove quem te faz aparecer bem na foto
  4. 34Ser chefe não traz respeito. Ser confiável, sim
  5. 35Toda empresa diz que valoriza gente. Até precisar cortar custo
  6. 36Você vai herdar pessoas que não escolheu. Aprenda a torcer por elas
  7. 37A 1:1 é onde seu liderado decide o quanto confia em você
  8. 38Mentorar é parte do trabalho de sênior, não favor que você faz
  9. 39Liderar é descobrir que sua opinião sobre design importa menos
  10. 40Quanto mais alto no design corporativo, menos design você faz
  1. 41Promoção interna paga menos que a mesma vaga vinda de fora
  2. 42Salário não se negocia depois
  3. 43A empresa esquece você na sexta. Você leva meses
  4. 44Rejeição em vaga não é sobre você. Mas vai parecer que é
  5. 45Portfólio com cinco projetos perfeitos perde para um projeto real bem contado
  6. 46Currículo passa por filtro automatizado antes de chegar em humano
  7. 47Entrevista comportamental pede história verdadeira com as palavras certas
  8. 48Ambiente que te protege do cliente esconde um ponto cego
  9. 49Carreira de design tem teto baixo. Descubra o seu o quanto antes
  10. 50Você sempre está procurando emprego, mesmo quando não está
  1. 51A conversa de corredor é onde as decisões acontecem
  2. 52Se você só sabe das coisas pela daily, está fora dos canais que importam
  3. 53Apresentação de design tem dono: você
  4. 54Reunião sem ata é reunião que não aconteceu
  5. 55Nem toda pergunta merece uma resposta elaborada
  6. 56Mesmo sem perceber, você negocia o tempo todo
  7. 57Offsite da empresa é avaliação disfarçada de integração
  8. 58A 1:1 com seu gerente é trabalho seu, não dele
  9. 59Retro vale a pena. Mas não substitui conversa difícil
  10. 60Você vai construir produto que sabe que vai dar errado
  1. 61É conveniente para outras áreas que você seja tirador de pedidos
  2. 62Outras áreas vão tentar tirar escopo do design
  3. 63Quando colegas minimizam seu trabalho, é mais sobre eles do que sobre você
  4. 64Não importa se IA vai mesmo substituir UX. Importa que muita gente já comprou essa ideia
  5. 65Pressão de investidor empurra IA em tudo. O designer pode ser a voz que faz o time pensar
  6. 66Executivo quer resultado, não processo
  7. 67Engenheiro cético é engenheiro honesto. Aprenda a ouvir
  8. 68Quem pressiona por prazo hoje cobra por qualidade amanhã
  9. 69Designer vira o último a saber quando a decisão já foi tomada
  10. 70"Não dá tempo de pesquisar" significa "já bateram o martelo"
  1. 71Ninguém olha para o design. Olham para a sua cara enquanto você apresenta
  2. 72Apresentar pesquisa é apresentar um espelho. Ninguém gosta de se ver
  3. 73Tão importante quanto ter razão é transmitir segurança
  4. 74Quanto mais polido o protótipo, mais a discussão desce para detalhes
  5. 75Cedo demais, pedem para recomeçar. Tarde demais, dizem que faltou alinhamento
  6. 76Quem fala primeiro sobre seu trabalho define como ele é lembrado
  7. 77Reputação dentro do time não basta. Tem que ter fora também
  8. 78Palestrar em eventos é parte da carreira, não atestado de superioridade
  9. 79C-level não se interessa pelo seu design. Interessa-se pelo impacto
  10. 80Usuário usa, stakeholder aprova. Designer trabalha para os dois
  1. 81Avaliação de desempenho não avalia você. Ela classifica você
  2. 82Para ser promovido, você já tem que estar atuando no próximo nível
  3. 83Promoção que você precisa pedir não é promoção
  4. 84"Você está pronto para o próximo nível" significa "ainda não"
  5. 85Se você não pergunta, dizem que é desinteresse. Se pergunta demais, dizem que é ansiedade
  6. 86Para mulheres é sempre mais difícil
  7. 87Promoção em design é geografia política
  8. 88Calibração é onde seu chefe defende você (ou não)
  9. 89Afinidade pesa mais que competência
  10. 90Quem é promovido nem sempre é o mais competente
  1. 91Você não é seu trabalho (mas a empresa quer que seja)
  2. 92O trabalho vai pedir tudo. Cabe a você definir o limite
  3. 93A função do RH não é protegê-lo
  4. 94Toda grande empresa processa pessoas como recurso
  5. 95Ninguém está pensando em você tanto quanto você imagina
  6. 96No fundo, ninguém sabe direito o que está fazendo
  7. 97Síndrome do impostor não desaparece com promoção
  8. 98Crise no meio da carreira é normal. Etarismo é parte da indústria
  9. 99Sucesso a qualquer custo. Até onde vale a pena?
  10. 100O mundo é muito maior que qualquer emprego
Degustação · Prefácio + 3 lições na íntegra

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Antes das 100 lições

Prefácio

Em quase toda carreira de design corporativo, lidar com a empresa pesa mais do que a gente imagina e esse peso só cresce conforme você sobe. Desde cedo já não é só sobre entregar bom design: é a política, o tempo que você gasta convencendo todo mundo de que design vale a pena, os meses de projeto que vão para o lixo por uma decisão tomada no achismo, aquela promoção que não vem. A lista é longa e, quanto mais alto você chega, pior fica.

Não tem um dia específico em que a chave vira. A coisa vai pesando, ano após ano, até que um belo dia você se dá conta: mais cansativo que o trabalho de design em si é tudo o que está em volta dele. É tudo o que você precisa fazer e não está no job description. Isso vai ficando nítido com o tempo e junto vem aquela pergunta que não vai embora: como é que se lida com isso?

A reação mais comum é alguma forma de revolta. Indignação contra a empresa, crítica ao sistema, procura por culpado. Até dá para entender, mas tem um problema: custa muito e muda pouco. Ou seja, não compensa.

Este livro morou na minha cabeça por muitos anos. Eu acumulava as histórias, anotava uma coisa aqui, outra ali, mas nunca sentava para escrever. O estalo veio numa aula do Raul Queiroz, em que discutíamos a importância do aspecto político no trabalho de quem faz design. Saí de lá com a certeza de que era hora de tirar isso da cabeça e colocar no papel.

Escrevo este livro porque cansei de ver designers bons perdendo espaço para designers medianos que entendem o jogo. Cansei de ver gente talentosa achando que ficar reclamando em público resolve alguma coisa e que aprender política corporativa é trair os próprios valores. Eu também já fui assim. Melhorei bastante, mas ainda escorrego. E olha que escrever este livro é, no fundo, uma forma de reclamar mais bonito.

O que eu estou fazendo aqui até tem nome na psicologia. Sublimação: pegar a frustração e transformar em coisa que sirva para os outros, em vez de descarregar numa revolta que não leva a nada. Então, antes de qualquer outra coisa, este livro também é pra mim.

Quero deixar uma coisa clara logo no início. Entender uma regra injusta não é concordar com ela. Eu descrevo o jogo como ele é, não como eu queria que fosse. Não me interprete mal. Quem usa essas regras para passar por cima dos outros está jogando sujo. Aqui a conversa é outra: é enxergar para parar de apanhar sem entender por que e proteger o seu trabalho. O que eu quero é que você pare de jogar às escuras.

As cem lições que vêm a seguir falam de situações reais e de jeitos possíveis de lidar com elas sem vender a alma no processo. Algumas histórias mostram empresas agindo mal, outras mostram designers agindo de forma imatura. Na maioria, os dois lados ajudam a criar o problema.

Antes de seguir, uma ressalva. As cenas que descrevo são generalizações, nada mais. Não descrevem alguém específico e não servem para você sair diagnosticando o seu chefe e os seus colegas. Exagerei algumas situações para ficar mais fácil de enxergar, mas a vida real é bem mais complicada que isso.

Se você procura um livro que valide a sua revolta contra as empresas, não é este aqui. Este livro é para quem está cansado de viver estressado com o ambiente de trabalho e está disposto a enxergar que parte desse estresse é não entender as regras do jogo. As regras existem, só que não estão escritas em lugar algum. Quem aprende, normalmente aprende na base da observação e da porrada.

O que este livro talvez consiga fazer é ajudar você a enxergar melhor o jogo. E só isso já muda bastante coisa. Você começa a sofrer menos com certas situações. Não que elas passem a ser justas, mas pelo menos não parecem tão absurdas.

Isso não muda de uma hora para outra. Tem coisa sobre carreira e design que a gente aprende errado, repete por anos e custa para entender. Não tem atalho.

Uma última honestidade. Este livro está me ajudando também. Ler cada capítulo me obrigou a olhar para onde eu ainda erro. Se você achar que algumas recomendações soam fáceis no papel mas difíceis na prática, é porque são mesmo. Eu sei porque continuo tentando.

A boa notícia, se é que dá para chamar assim, é que dá para aprender boa parte desse jogo. Só que isso exige uma coisa inconveniente: admitir que, às vezes, você também é parte do problema. Alguns capítulos talvez incomodem. Tomara que incomodem do jeito certo. Bora?

Como este livro foi escrito

Num momento em que quase todo mundo usa inteligência artificial de um jeito ou de outro, seria desonesto não contar como a IA foi usada neste livro.

As cem situações dos próximos capítulos vêm de coisas que eu vi de perto e enfrentei na pele durante décadas trabalhando com design. Não nasceram de prompt. Nasceram de reunião inútil, projeto ruim, promoção que não veio e muito perrengue.

A escrita partiu de mim. Eu trazia a mensagem, descrevia a situação, apontava o aprendizado com o máximo de detalhes que conseguia e fui escrevendo as lições aos poucos. Em parte do caminho, usei IA generativa como apoio, para organizar anotações soltas, juntar ideias espalhadas, dar forma a trechos que estavam caóticos, destravar o que não saía. Mas, o grosso do trabalho de dar forma ao texto, escolher as palavras e acertar o tom foi meu e tudo passou por minha revisão, frase por frase.

Não foi um processo simples, aprendi muita coisa no caminho. A IA me ajudou a botar em palavras alguns pensamentos que tinha há anos. Mas, também vi as limitações. Vez ou outra ela mexia demais no texto, deixava tudo certinho demais, com um tom que não era o meu. Tive que brigar com isso na revisão. Isso sem contar os vários capítulos que joguei fora pelo caminho.

Resolvi dizer isso logo de cara porque acho que essa conversa precisa acontecer abertamente na nossa profissão. Designers estão usando IA todo dia. Autores estão usando IA todo dia. Quase ninguém admite. Eu podia ter publicado quieto, mas achei melhor ser transparente sobre como usei essas tecnologias.

O que você vai ler nasceu desse trabalho: escrita minha, experiência minha, com algum apoio de IA e muita revisão. As ideias são todas minhas e eu respondo por elas. Assumo total responsabilidade por tudo o que está escrito no livro.

Boa leitura.

Aqui estão 3 das 100 lições. As outras 97 estão no livro.

Pedro Belleza, autor do livro
Pedro Belleza
Sobre o autor

25 anos observando o jogo por dentro

Pedro Belleza é designer de formação e gestor de design. Trabalha com UX há mais de duas décadas, liderando times e navegando o lado menos glamouroso da tecnologia: política corporativa, disputa de poder, ego, pressão e aquelas decisões sem pé nem cabeça que saem das salas de reunião.

É fundador da conferência UXConf BR e autor do livro Liderança em UX sem filtro.

Nasceu e vive em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.

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